Por | 28 de novembro de 2025 | 4 min
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O Natal é a janela mais competitiva e lucrativa do varejo. O fluxo aumenta, o shopper está mais predisposto a gastar e as categorias ganham flexibilidade de preço, mas a tolerância a fricções cai a zero. É o momento em que a disciplina de execução encontra a criatividade comercial, e onde um plano de trade bem calibrado decide quem conquista visibilidade, share de gôndola, sell-out e margem. A temporada pede uma orquestração entre sortimento, storytelling, visibilidade, preço, disponibilidade e dados em tempo quase real.

 

Por que o Natal exige outra cadência

O comportamento de compra muda, há mais missões de presente, reposição para ceias e compras de última hora. Kits, coffrets, embalagens especiais e SKUs de alto valor ganham protagonismo. Isso exige planejamento com antecedência e elasticidade para reagir rápido. O PDV precisa de uma experiência que conecte emoção e praticidade, reduzindo o esforço de decisão e facilitando o fechamento no primeiro contato visual. Em termos operacionais, significa calibrar volumes por loja e por cluster, antecipar riscos de ruptura e negociar visibilidade que realmente converte, evitando apenas “enfeitar loja” sem impacto no ticket.

 

Sortimento e storytelling sazonal que vendem

O sortimento de Natal deve combinar SKUs de giro com itens premium e kits de valor percebido. Coffrets com curadoria e embalagens que agregam presenteabilidade resolvem a dor do shopper que quer “algo pronto e bonito”. No PDV, o storytelling precisa ser simples e direto, uma narrativa visual que ancore benefícios, ocasião de uso e presenteabilidade em segundos. Displays, faixas de gôndola e toppers devem ser pensados como capítulos da mesma história, com cores, claims e códigos visuais consistentes. Complementaridade é fundamental, posicionar itens que “viajam juntos” (como bebidas e doces, cuidados pessoais e acessórios, brinquedos e pilhas) amplia cesta e captura o efeito halo da categoria.

 

Visibilidade e ponto extra com inteligência

A disputa por áreas nobres do PDV se intensifica, por isso é preciso negociar onde a conversão acontece. Entrada de loja para impacto, corredores de alto fluxo para lembrança, checkout para impulso e corredores temáticos para presentear formam um funil visual. Ponto extra só faz sentido se tiver leitura clara de preço, disponibilidade plena e reposição disciplinada. A comunicação deve mostrar benefício e preço com clareza, evitando poluição visual. Se houver mídia digital na loja, sincronizar VPIs, telas e QR codes com ofertas e kits do momento multiplica recall e traz medição adicional via engajamento.

 

Preço, promoção e margem: equilíbrio fino

O shopper aceita pagar mais por conveniência, embalagem especial e kits, mas é sensível a comparações. Ancorar preço com referências claras, destacar economia em kits e trabalhar mecanismos como cashback e benefícios em programas de fidelidade do varejista aumentam valor percebido sem sacrificar margem. Promoções devem ter tese: elevar ticket, acelerar giro de SKUs sazonais, destravar estoque ou ganhar share na categoria. Para dar certo, precisam de calendário alinhado ao varejista, regras simples, abastecimento garantido e sinalização perfeita no PDV e no digital. Sem execução, promo destrói margem em vez de construir sell-out.

 

Disponibilidade impecável e reposição disciplinada

Ruptura no Natal custa mais caro. O plano operacional precisa prever picos por dia e faixa horária, com reforço de promotores, roteiros ágeis e comunicação instantânea sobre pontos de quina e pontos extras. Auditorias rápidas de preço e planograma, conferência de validade, higiene e integridade dos materiais são diárias. A reposição deve seguir regras simples e visíveis para a equipe, frenteamento impecável, facing prioritário dos SKUs-âncora e atenção aos hot spots que mais giram. O ciclo é observar, corrigir, reabastecer e vender, sem deixar “dinheiro dormir” no estoque de trás.

 

Medição em tempo real e ajustes durante a campanha

Os melhores resultados vêm de quem mede e ajusta enquanto a campanha acontece. Painéis de execução com fotos de loja, checagem de disponibilidade, share de exposição e preço, além de leitura de sell-out por cluster, dão insumo para mover material, reforçar equipes, pivotar kits e renegociar espaços. Acompanhamento de mídia digital, cupons e QR codes ajuda a comprovar ROI. Cruzar dados de cesta com lojas que receberam ponto extra revela halo real sobre a categoria e orienta a alocação das últimas peças e do esforço final de promotores na semana crítica.

 

Conexão com o digital e a jornada omnicanal

O shopper pesquisa online e fecha na loja, ou o inverso. Ativar a mesma narrativa no e-commerce e nos apps do varejista, com kits e ofertas idênticas às da loja, reduz atrito e amplia conversão. Conteúdos curtos explicando os kits e destacando benefícios ajudam a pré-vender. No PDV, QR codes levam para detalhes, reviews e versões alternativas, mantendo o consumidor no ecossistema da marca e do varejista. A sincronização entre estoque, preço e comunicação evita frustração e alavanca a percepção de conveniência, um dos grandes motores do Natal.

 

Como a Smollan pode potencializar seu Natal

A Smollan é uma referência global em trade marketing, com sede no Brasil em São Paulo e atuação que cobre praticamente todo o país. Unimos estratégia, dados e execução para transformar a temporada de Natal em sell-out e margem: planejamento por cluster, negociação de visibilidade e pontos extras, produção e instalação de materiais, força de campo treinada, auditorias com visão computacional, telemetria de execução e painéis em tempo quase real para ajustes semana a semana. Do kit à gôndola, da mídia in-store ao digital, entregamos capilaridade, velocidade e comprovação de ROI. Quer desenhar um plano sob medida para seus canais e categorias? Entre em contato e vamos construir um Natal de alta performance juntos.