Durante anos, o mercado tentou entender o comportamento de compra a partir de uma lógica binária: ou o consumidor era digital, ou era físico. Essa leitura já não dá conta da realidade. O shopper, a pessoa que vivencia o processo de compra e toma a decisão no ponto de contato com a marca, seja ele físico ou digital, é hoje essencialmente híbrido. Ele transita entre canais, cruza informações, mistura estímulos e decide no fluxo da experiência, não no endereço onde ela acontece. Para o trade marketing, isso muda tudo.
O que significa, na prática, um shopper híbrido?
O shopper híbrido pesquisa no celular enquanto está na loja, compara preços em tempo real, assiste a reviews antes de decidir, salva produtos no carrinho online para comprar no PDV físico, ou faz o caminho inverso. Ele não separa mais o “on” do “off”. Para ele, tudo é jornada.
Esse comportamento é resultado direto de três fatores principais:
O shopper não pensa em canais. Ele pensa em resolver uma necessidade. E espera que a marca acompanhe esse raciocínio.
Onde o trade marketing entra nessa equação?
O trade sempre foi o elo entre indústria, varejo e shopper. No contexto híbrido, esse papel se torna ainda mais estratégico. A presença no ponto de venda físico ou ações isoladas no digital não são suficientes. O desafio agora é orquestrar a experiência ao longo de toda a jornada.
Isso implica:
O trade deixa de ser apenas execução e passa a ser inteligência aplicada à jornada de compra.
O PDV continua relevante, mas com outra função
Ao contrário do que se acreditou por um período, a loja física não perdeu relevância. Ela mudou de papel. Hoje, o PDV atua como:
Materiais de comunicação, promotores, ativações e organização de gôndola precisam dialogar com o repertório digital que o shopper já traz. Se ele pesquisou antes, o PDV precisa responder, não contradizer.
Dados e integração, o novo combustível do trade
No modelo híbrido, decisões baseadas apenas em histórico de sell-out ou presença física são insuficientes. O trade precisa trabalhar com:
Essa integração permite ações mais precisas, personalizadas e eficientes, do planejamento à execução no ponto de venda.
O risco de não acompanhar
Marcas que ainda operam com estratégias fragmentadas correm um risco claro, perder relevância no momento da decisão. Quando a experiência não é fluida, o shopper migra. Quando a informação não bate, ele desconfia. Quando o PDV não conversa com o digital, a marca perde força.
O trade marketing precisa evoluir do “estar presente” para o “fazer sentido” em todos os pontos de contato.
O futuro do trade é híbrido e já começou
Entender o shopper híbrido não é uma tendência futura, é uma urgência atual. As marcas que se destacam são aquelas que conseguem integrar estratégia, execução e dados, criando jornadas coerentes e experiências relevantes.
É nesse cenário que o trade assume um papel central na construção de valor, para a indústria, para o varejo e para o próprio shopper.
Para conhecer como a Smollan atua na construção de estratégias de trade marketing alinhadas ao comportamento do novo shopper visite nosso site.